quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Livre na Eternidade


O acampamento estava em festa, Varya rodopiava suas saias em redor da fogueira, sacudia seus negros cabelos ao vento, batia palmas com alegria e sorria com seus olhos de mongol a quem se deliciava com o seu requebro cigano. Ela era tão livre quando dançava que o tempo fugia.
Nesse fim de tarde, o seu clã partira sem ela. Desolada, a linda ciganinha ainda correu pela estrada de terra com suas lágrimas a lavar-lhe a poeira do rosto, mas já não avistava a família.
Varya conhecia bem sua sina cigana e sabia que, tal como todos os ciganos, seria livre nos caminhos da vida...

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