domingo, 18 de novembro de 2012

15 de Novembro

"Se julgam atrasados esses espíritos dos pretos e dos índios, devo dizer que amanhã estarei em casa deste aparelho para dar início a um culto em que esses pretos e esses índios poderão dar a sua mensagem e, assim cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber o meu nome que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque não haverá caminhos fechados para mim."
       (o médium Zélio Fernandino de Moraes, 15 de Novembro de 1908)

Nesta data nasceu mais amor na terra.
Nesta data fui mãe e nasceu mais amor em mim.
Salve 15 de Novembro.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Éter Húmido



Respira a luz na tua àgua
Respira-me e às
pequenas sombras perdidas
Toca-lhes sempre que  se aglomerarem
com o amor firme e pleno de uma mãe


Campos de Batalha

                         "Filha, somos livres nos campos de batalha!!!"
                                    É verdade que a sombra cobiça a luz?
                         "Sim desespera sem saber pelo Amor que  não conheceu..."
                                    Por isso lhe abri os braços como uma mãe...
                          "Cobre-a como te cubro a ti neste manto"
                                    E a sombra era feita daquilo que somos feitas...
                          "Filha, a luz quando reflete na matéria, sempre faz sombra"
      

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Livre por dentro

Uma nuvem negra de forma humana caminha sem som, sem movimento, nem humanidade.
Parece um homem e acerca-me, desvitalizando-me a vontade, a memória e a força.
Não tenho muito tempo, porque ele vence-o e eu não.
Ainda sou matéria, estou presa na minha matéria.
Ele deslizou pelo corredor viscoso e tumular e chamou-me.
Apontou-me aquele que seria o meu quarto, eu assenti e sorri resignada, sem vontade de sorrir.
Era um sinal inequívoco que perdera a vontade para aquele ser. Sorri sem sorrir. Entrei sem entrar.
O sorriso de prisioneira resignada domou-o por instantes mas na  minha mão apertava a chave gelada cor de cobre da minha alma. Ele entrou na minha frente confiante que tinha ganho a seguidora que tanto ambicionava, eu fechei-lhe a porta à chave por fora.
Fui mais rápida que o tempo. Parece que o também domei o tempo ao domá-lo.
A porta foi albarroada por estrondos que a deformaram, mas não cedeu.
Cárcere desta matéria presa ao mundo - o meu corpo entorpecido pelo medo - faço-a correr com a certeza que facilmente o monstro transporá a porta e me destruirá. Outros surgirão da legião infinita.
O corredor em U era um beco com duas janelas fechadas com tijolo.
Pelas janelas percebi que estava numa cave. A almejada rua estava por detrás. Mas não podia derrubar o muro de tijolos. Estava encurralada!
Então escondo-me por detrás de um armário. Único movel num corredor negro de portas trancadas.
Ele surge. Só sei que ele lá está. Não posso espreitar por detrás do móvel-evidente-esconderijo.
Não o oiço, mas quase que o cheiro, sinto-o num aperto no coração que corta o ar, num arrepio na nuca, nos meus olhos tão pesados e no medo, muito medo.
O meu coração explode. Sinto que é o fim.
Um feixe de luz irrompe a meus pés e toca-me ao de leve.
Torno-me translucida, imaterial ao seus olhos.
Ele não entende como eu escapara e saiu para a rua no meu falso encalço.
Pois a janela estava aberta, os tijolos no chão e a argamassa ficara líquida como lava.
Após a saída da besta, uma mulher vestida com uma túnica de luz me convida a sair pela janela.
Estende-me a mão de pele alva e reluzente como um convite.
Para ser ser livre.




Quando toda a obsessão falha, o sequestro espiritual é a derradeira tentativa desta legião para silenciar, para evitar a aprendizagem e para se alimentar do que serias, do que foste, do que sabes e aspiras. Tudo em ti busca a verdade e ainda te recordas dela, da verdade primordial e um dia destes todos recordarão contigo. Sê livre por dentro.
"Teu nome Legião, Meu nome Amor" diz a voz celeste da minha resgatadora.
O meu coração repete, assim seja.

Sete Portais, Sete Véus

Será que os cânticos do deserto não perfumam mais teu coração quando o sol se põe? Será que o resvalar da areia grossa na pedra não te r...