Livre é a corrente da ribeira fresca que desenha os campos com a sua música.
Livre é a poeira ocre da terra varrida pelos ventos do oriente e pelas rodas de madeira.
Livre é o pôr-do-sol no fim da estrada e a borboleta branca abrindo o trilho depois de cada encruzilhada.
Livre é a roupa lançada sobre a fogueira do amor
Livre como as folhas no vento na alvorada
O aroma de rosas doces abertas na manhã anuncia a chegada de Varya, a linda cigana da estrada, que fará livre todos aqueles que recebem no seu coração o mais livre dos fundamentos.


