Todos nós somos "caboclos" de coração. Em todos nós mora uma centelha cristalina do amor universal que vive em todas as coisas, seres e mundos. Nosso coração traz na sua raiz a gema desta criação e ela é uma voz pura de uma cabocla no seu infinito amor pela natureza infinita. Os animais e pessoas são seus irmãos e todos são livres e iguais no seu mundo simples e puro que não pode ser silenciado. O mundo gira, o tempo avança, as matas e os céus são unos dentro de nós, onde ela vive, a caboclinha da mata virgem.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Mariana
Minha filha,
o caminho de Deus
a gente nunca termina
e até no meio do Mar
tem trilho bom para caminhar.
Meu caminho não acaba nunca e minhas pernas aguentam tanto o mar revolto como o mar na acalmia, sabe porquê?
Porque a fragilidade que você vê de fora não mostra o forte que eu trago aqui dentro, ele também é feito de mar, fé e amor, minha filha, não vai jamais quebrar.
Ele não se quebra, ele se molda.
Esta velha é que nem pote de barro velho.
Se rachar ou quebrar, você mói os cacos, joga agua, molda e faz um pote novo.
Varya
Fogueiras imensas
Crepitarão no mais frio coração
Cirandas das mais belas flores
cobrirão a Terra como um manto
Mandalas de todas as cores
rodarão pelas estradas do céu
nos enchendo de espanto
E todos povos dançarão livres
Porque tudo é livre e alegre
No coração da linda Ciganinha
(Ori Baba)
LavinKyia
Eis-me renascida...Hare
Cavalo alado no deserto do Tempo
Meu voo é a verdade revelada.
Sereia Negra
Serpenteia nas aguas fundas
Onde o Grande Leão bebe
Ele não serve porque nasceu rei
E Neuza nada livre nas suas águas
Deixando seu rasto de ouro
("Este é o Ouro da minha Gratidão")
sábado, 23 de março de 2013
Simples
"Tem de aprender a caminhar filha,
tem de sair rápido daí,
todos têm de acreditar e subir,
senão a corrente quebra"
VóMariana
tem de sair rápido daí,
todos têm de acreditar e subir,
senão a corrente quebra"
VóMariana
domingo, 10 de março de 2013
Coroa
O céu estava negro
Opaco sem uma ponta de luz
A lua mergulhou na tua noite eterna
A praia enlutou-se e rendeu-se ao teu silêncio
Nem o mar se agitava nem ninguém passava
Apenas meu coração batia por ti
E quando parti, apenas uma luz se abriu
Despontou o teu sorriso
que nunca antes vira...
Opaco sem uma ponta de luz
A lua mergulhou na tua noite eterna
A praia enlutou-se e rendeu-se ao teu silêncio
Nem o mar se agitava nem ninguém passava
Apenas meu coração batia por ti
E quando parti, apenas uma luz se abriu
Despontou o teu sorriso
que nunca antes vira...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Out of the blue
We believe that God hath made all things out of nothing: because, even though the world hath been made of some material, that very same material hath been made out of nothing.
St. Augustine (A.D. 393), Of the Faith and of the Creed
St. Augustine (A.D. 393), Of the Faith and of the Creed
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Gratidão
Surjo numa casa que não me é estranha, parece uma cave, com janelinhas junto ao tecto. Estou cheia de medo, corro para o quarto dos meus pais...
"Mãe posso entrar? Estou com um pressentimento terrível"
"Entra, deita-te aqui com a mãe a descansar"
(Senti medo de não conseguir proteger a minha família.)
"Mãe?"
"Sim querida"
"Onde está a minha filha? Onde está o pai?"
"Ela está com a avó, lembraste-te? O pai deve estar a voltar"
"Ele está a demorar tanto, mãe"
Ouve-se o barulho da porta da rua a abrir e a minha mãe diz logo, sorrindo "Vês, é ele"....
Senti que não era. Aquela não era a nossa casa. Mas não tranquei a porta do quarto, deixei que o invasor entrasse. Sentia-me protegida e firme no meu coração, apesar de parte de mim temer pela minha mãe...
A porta abre-se devagar e entra no quarto um frágil idoso de cabelos grisalhos, alto, magro, débil e de pele muito vincada pelo tempo ( nunca tinha visto uma pessoa com tantas rugas e tão fundas, parecia ser centenário). Vestia uma bata de médico, luvas cirúrgicas e uma seringa que mais parecia uma espingarda com silenciador, envolvida numa papel vegetal branco. A minha mãe paralisou e perdeu a fala. O homem pronuncia-se enluvado de escárnio.
"Ah! Finalmente posso ver-vos, mãe e filha, tão unidas! São tão amigas, é tão bonito...."
Saí debaixo das mantas, aproximei-me dele e sorri. Ele sorriu de volta...
"Deixa-me ajudar, eu agarro na tua bengala, pobre homem" e retiro-lhe a seringa de rompante.
Ele desvanece-se num vórtice minúsculo e no mesmo segundo a minha mãe começa a mover-se e a recuperar a fala. Puxo-a pela mão e corremos pelo corredor para a porta da rua, mas ao chegar à porta vejo pela janela que a casa estava cercada por chineses. Era um exército. Todos eles tinham morto crianças quando estavam encarnados. Vi-lhes os rostos pequeninos e elas resgataram-me com as suas mãozinhas para um outro plano.
Momentos antes do resgate, ainda senti, nas minhas costas, o homem a reaparecer.
No outro plano, eu e a minha mãe fomos calorosamente recebidas por familiares. Uma prima nossa que faleceu aos 10 anos que tinha o nome da minha mãe, sobrinha do pai dela, abraça-a e dá-me um beijo na testa. Imensas crianças comem lanchinhos e doces em pequenas mesas, há muitas flores, borboletas, pássaros coloridos e sol... muitas brincam. Procuro a minha avó, sinto que está perto. Aproximo-me de uma criança e ela diz-me que ela costuma estar por ali sim mas naquele preciso momento está a brincar com a neta num lugar muito seguro e especial.
A minha alma sorriu de felicidade e de alívio. Essa mesma criança traz-me um livro e dá-mo.
"Toma um recado"...
A minha alma sorriu de felicidade e de alívio. Essa mesma criança traz-me um livro e dá-mo.
"Toma um recado"...
Abri o livro de madeira tosca com um ferrolho de cobre. Era uma caixa oca, com um cheiro floral, inebriante. Lá dentro, as letras desenhavam-se numa espécie de tinta de luz.
Em bom rigor, a mensagem não era esta que aqui escrevo. Não se trata de uma transcrição exacta da mesma, mas ainda que não sejam estas as palavras, eram estas as ideias. Ainda assim, algumas breves passagens eu relembro com uma assustadora clareza, como estivessem tatuados na minha memória:
"É verdade que a obsessão se deve à falta de vigilância do obsidiado", contudo, a interferência espiritual negativa pode ser independente dessa vigilância e muitas vezes trata-se de um "ataque dirigido ao medium que pretende iniciar ou iniciou o seu desenvolvimento numa corrente e traz com ele a missão", com o intuito de a aniquilar.
Muito embora, neste caso, não haverá uma situação de permanente obsessão, graças ao auxílio dos guias, mentores e parceiros de corrente através do sucessivo desligamento destas entidades negras."Raras vezes, os magos negros mostram o seu rosto. Raras vezes, o obsidiado consegue ter uma visão conjunta da legião". Quando tais forças se desvendam, é por acção e advertência de nossos guias e mentores, pois "chegou a hora de o medium seguir a sua missão de auxílio e resgate".
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Maria me salvou
As sandálias douradas estão cheias de poeira e calcam ruidosamente a pedra da barra, o mar arrebenta e estala em explosões de espuma verde, parece que a tempestade vai chegar. Encosta-se no candeeiro de ferro antigo para recuperar força e os homens lançam as frases do costume. Nada acontece de novo, mas parece que as chaves ficaram esquecidas no bolso do camarada. Lá estava ele sentado no banco ao lado de um velho de fato negro. Quem seria? Vou voltar para trás, caminhei caminhei caminhei. Mas o mar invadiu a praia, furou a barra e levou-nos aos dois. Agarrados a um carro só paramos num morro de casas de barro. O carro ainda pega? Vamos nesse carro então camarada. No espelho meu cabelo vermelho pelo queixo ossudo emoldura meu rosto gasto e sedutor. Vamos para a sua casa camarada?
Eu
Vejo-o entrar com ela. O cabelo dela era vermelho muito vivo, parecia fogo. Estão enamorados e nem me vêm. Minha barriga enorme lateja, entro pela casa a dentro. Na cozinha a avó dele e a minha. A avó dele deita-o numa tenda e tapa-o com mantas. Parece trata-lo de uma enfermidade súbita qualquer. A minha mexe nos tachos e diz que tem de ir ter com todas as amigas que a esperam em Elvas. Fiquei a pensar quem ela conhecia em Elvas e vou à casa-de-banho. Pelas pernas escorre-me sangue espesso e quente, cai uma placenta fechada. Agarro-a em lágrimas, rasgo-a, um boneco todo cozido nas mãos, pés, na cabeça...
Brincadeeeeeeeeira!, diz a dama ruiva fumando, com um esgar de espanto e revolta.
Eu trato disso, remata apagando o cigarro.
Laroye Maria Ruiva, estás para sempre no meu coração.
sábado, 12 de janeiro de 2013
KIYA
Esta é a nossa Caravana,
Esta é a nossa Demanda.
Quem a trouxe foi o Senhor Tempo.
Meu nome, meu rosto, minha história,
minhas vidas, meus títulos, meu rasto...
São pó, são nada.
Meu tesouro é a Justiça e a minha coroa a Verdade revelada.
A ninguém serve saber minha história
Chora as minhas lágrimas
Ama minhas paixões
Mas de tudo isso
Guarda tão somente
A inexorável verdade
A Justiça não se roga
Merece-se
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Sete Portais, Sete Véus
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