Bracejava num espesso rio de lodo com as pernas presas ao fundo, sentia-me condenada ao medo da imobilidade eterna, quando vi aproximar-se o cão grande dos meus sonhos com seus doces olhos de âmbar.Serenou-me vê-lo, mas quis ajudá-lo pois temi que não tivesse força para nadar no peso daquele lamaçal.
Na ânsia de alcançá-lo, dei alguns passos e meu pés descalços tactearam amontoados de cadáveres.
Elevei-o pela barriga e num gesto de agradecimento, ele fez com que meu corpo emergisse e pairasse sobre rio.

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