No cume de uma grande rocha da cor do ouro que cai do céu, morada do Deus Sol, havia sido erguido um altar em honra de uma Deusa muito antiga que fazia estremecer todo o deserto e encantava seus filhos com os mistérios da sua magia.
Certa noite, a Lua chamou meus Corvos que ali pousaram e foram seus guardiões por muitas outras luas, tantas luas quantas as que o Senhor Tempo permitiu.
A guardiã desse templo era eu, nada nem ninguém entrava sem passar por mim, nem o vento nem a areia...
Eu guardei o Amor da minha Mãe, da minha Deusa e de minhas Irmãs.
Essa missão foi-me confiada com muito amor e por mim honrada sempre com muita Justiça e muita Verdade.
Desse caminho não me desviei nem um pouco porque, escuta bem, a direcção do pensamento e da acção é aquilo que vocês chamam de evolução e foi o que aqui me trouxe, até vós...
Firma teus passos nesse caminho, nessa direcção, zela nosso amor, nossa irmandade.
Não há oração nem fé nem magia que nos traga Justiça, porque a Justiça não se roga, a Justiça merece-se.
Essa é a Lei e eu sou ela.
Hare Lavinkyia

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