Meus guardiões...
Os corvos que alimentaram os anacoretas do deserto
Alinhados nos picos das dunas e das pedreiras...
Os corvos que alimentaram os anacoretas do deserto
Alinhados nos picos das dunas e das pedreiras...
Seus gritos faziam o chamado da falange alada
Eram a minha voz, os meus olhos, o meu desespero...
Quem levou meus filhos de mim?
Quem levou meus filhos de mim?
As esfinges negras desfilavam
alinhados em trote sob a lua cheia
Trilhando as dunas sem fim
Quem os levou de mim?
Quem os levou de mim?
Sabia que não podia travá-los
Sabia que não podia segui-los
eram miragem em pó...
Quem os levou de mim?
Errei perdida pelos desertos numa tempestade de ódio.
Quem os levou de mim?
Errei perdida pelos desertos numa tempestade de ódio.
Sou a inocência que amou de olhos cerrados o fogo
e do fogo emergi com a espada da justiça
Renascida.
e do fogo emergi com a espada da justiça
Renascida.

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