Meus pés afundavam-se naquele tapete polar e parecia que pisava nunvens num sonho revisitado. Reconhecia alguns objectos e outros queria reconhecer. A minha guia alertava-me para eu não me sentar no seu grande cadeirão e levou-me até ao último piso.
Olhando pela parede envidraçada reconheci imediatamente a grande torre dos corvos. Os corvos pousaram para que eu visse que os seus bicos foram cortados.
O portal de pedra escurecida e humida irrompia os meus olhos como lágrimas, os corvos fitavam-me imperturbáveis.
O gelo no coração e as chamas nos olhos anunciavam a minha rainha.
Hare

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