Peter sonhava casar e levar toda a família para o Mar. Mostrar-lhes todos os milagres que presenciou: as cores do pôr-do-sol na China, os comboios que riscavam surpreendentes imagens de fumo nos céus, os golfinhos no seu sorriso infantil...
E no regresso a casa, Peter escutava a música que saía das capelas de tabuinhas brancas perdidas nas margens verdejantes e frescas do Mississipi, despedindo-se do seu companheiro-Mar, por breves instantes. A alegria e a música dos escravos abraçavam-no calorosamente à chegada como uma grande família.
Peter buscara a muito custo na sua solidão oceânica o que estas gentes naturalmente encontravam na sua dura prisão - luz e liberdade.
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